Tuesday, August 30, 2005

Vou ser titia...

Que coisa linda a vida... A vida que está chegando... O ser que já está vivo e só aguardando o grande momento em que sairá do seu mundinho apertadinho, abrirá os olhos e encontrará tantas pessoas prontas a amá-lo... Vou ser titia. Eu já sabia mas a novidade é que vai ser no final desta semana. Estou ansiosa... E nem sou eu que vou ao hospital, que vou sofrer as contrações, que vou ter a barriga cortada, que vou dar origem a um novo ser... Não sou eu que vou sentir dores nem pegar nos braços aquele ser pequenininho e frágil, todo meladinho, pedindo proteção e carinho... Não sou eu que vou olhar pra ele e pensar: "Uau, ele saiu de dentro de mim, ele é fruto do amor, ele é um presente divino que veio pra ficar..." Acho que é por isso que estou tão ansiosa... É um momento tão mágico na vida da minha irmã. que eu queria estar lá pra compartilhar e pra me maravilhar... Espero que um dia este serzinho saiba o quanto eu lamentei não estar presente no dia da sua chegada ao mundo. Espero que ele compreenda que isso em nada limitará o meu amor por ele. Espero que ele sinta, mesmo de longe, o grande amor que eu já sinto por ele. Bem-vindo ao mundo Pedro Henrique. Da tia que já te ama tanto.

Monday, August 22, 2005

Verãozinho safado...

Fim de semana completo no litoral belga... "Uau, que chuva"!! Tudo bem isso não impediu que a gente se divertisse bastante. Aproveitamos para dar muitas pedaladas (uns tantos quilômetros por dia). Ostende é uma ótima cidade pra fazer este tipo de coisa, ainda mais quando é a cidade que fornece gratuitamente as bicicletas!!




Depois de muita bicicleta, nada como dar uma relaxada vendo um bom espetáculo do "Cirque du Soleil". Que espetáculo lindo. Eles são realmente profissionais e o espetáculo é de alto nível.

No dia seguinte, um pouco de cultura: visitamos a casa de James Ensor, famoso pintor belga que viveu a Ostende. As pinturas dele são impressionantes e as máscaras que ele usa continuamente nos seus quadros poderiam fazer qualquer um pensar no carnaval de Veneza...


Pra continuar a nossa viagem pelo tempo, visitamos o Mercator, um navio-escola belga utilizado até 1960 pela marinha. Aprendi muito... Sinceramente, não gostaria de estar no lugar de um daqueles 100 marinheiros que viajavam naquele barco e que tinham de dormir em redes ou em camas tão pequeninhinhas... Que claustrofobia...
Pra terminar a nossa festa, nada como uma multidão na orla pra admirar os shows que estavam acontecendo e os artistas belgas que desfilavam em carros antigos abertos (detalhe: não reconheci nenhum!) Bom, e tudo isso regado a muita chuva!!!

Thursday, August 18, 2005

Wissant


O que é Wissant? Um pequeno refúgio perdido no norte da França. Wissant pra mim se resume em cores... Há uma quantidade enorme de windsurfs, kitesurfs, carrinhos a vela, tudo muito colorido. Um pequeno vilarejo escondido dos turistas...

(Vista de um mirador no meio das trilhas)

Wissant também são as falésias, as trilhas, as dunas de areia... Nada como caminhar durante horas pelas areias da praia e voltar pelo meio das trilhas... É um lugar pacífico, sem pretensão alguma, simples. Wissant também se resume nos dois cabos que a circundam (Cabo Branco e Cabo Cinza). Que vista!

Mas nem tudo pode ser perfeito, aquele ventinho frio não nos deixa em paz mas, quando o sol realmente brilha e predomina, é uma alegria só!

O Canal da Mancha e as falésias da Inglaterra do outro lado

Cazuza...

"Escrevo numa tarde cinzenta e fria... Trabalho pra espantar a solidão e meus pensamentos... Hoje, assumi em público a minha doença. Estou mais leve, mais livre... Mas ainda tenho muitos medos... Medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz... Medo de fazer análise e perder a inspiração... Ganho dinheiro cantando as minhas desgraças... Comprar uma fazenda e fazer filhos talvez fosse uma maneira de ficar pra sempre na terra... Porque discos arranham e quebram... Amor, Cazuza."

Wednesday, August 10, 2005

Ai o Ano Novo...

Sei que ainda é agosto mas eu estou precisando de um Ano Novo... Só de pensar em tudo que ele representa, me dá uma vontade... É sempre nesta data que a gente faz o balanço da nossa vida e se coloca uma série de objetivos pro ano seguinte. É disto que eu estou precisando. Graças a Deus estive cheia de fôlego no primeiro semestre deste ano e já consegui cumprir a maioria dos meus objetivos mas agora... Agora eu estou precisando dar uma recalibrada. Inspirar bem forte e me encher de energia de novo. Não é possível que isso só possa ser feito no Ano Novo. Todo mundo tem a liberdade de ter um novo Ano Novo durante o ano.

Monday, August 08, 2005

Pekim...


Ah, Pekim... Que viagem louca! Acho que eu nunca visitei um lugar tão diferente na minha vida... O choque era cotidiano... Tudo começava pelo fato de não haver nenhuma possibilidade de comunicação além da mímica! Um país que está praticamente dominando o mundo e que não fala outras línguas... Mas tudo bem, se todo mundo se vira, por que não eu? Foi na base da mímica e da ajuda das pessoas do hotel que peguei táxis (nada caros, aliás!) e me lancei nessa aventura. Pekim é repleta de templos. Uma visita à Cidade Proibida é primordial. Tudo que a gente vê é rico em história. Não se falam em séculos mas em milênios. Não podia deixar de visitar também a Praça Tienamen, rodeada por prédios que cheiram ao comunismo... Mas talvez o mais interessante seja a pequena viagem que se faz do hotel até estes lugares. O trânsito é uma loucura, desorganisado até umas horas... Sinal de trânsito? Acho que ainda não inventaram por lá, afinal você nunca vê um. Bicicletas? Por todos os lados. Elas disputam espaço com os carros. Às 18h qualquer um fica impressionado ao ver o mar de bicicletas que invade as ruas... Outra coisa que me impressionou foram todos os tipos de táxi disponíveis em Pekim. Toda espécie de meio de locomoção é utilizada pra transportar as pessoas e ganhar um dinheirinho. Faltou foi coragem de pegar um destes táxis mais exóticos!

O mais impressionante, no entanto, ficou pro final da viagem: a Grande Muralha da China! Embora o trajeto até lá não fosse tão longo assim, levamos horas pra chegar até lá. Pegamos uma excursão que nos obrigou a fazer algumas paradas estratégicas. A primeira parada foi numa loja/restaurante que me impressionou. O restaurante realmente foi concebido pra uma população como a chinesa: era imenso! Era uma verdadeira indústria. Acho que cabiam umas 1.000 pessoas lá dentro. Em seguida, parada num lugar que não só produzia medicamentos mas que também colocava à nossa disposição médicos que podiam resolver qualquer problema. E lá se vão mais de 200 euros... Resultados? Até hoje não vi nenhum! Tudo bem que eu já abandonei... Bom, mas voltando ao ponto principal: finalmente chegamos à Muralha. Uau!! Quem foi que construiu uma coisa tão grande assim? Realmente tudo na China é grande mas a Muralha... Como tivemos a grande idéia de caminhar por ela, no lugar de pegar uma espécie de carrinho que subia até o ponto mais alto, não chegamos muito longe. Também, era um tal de subir e descer degraus imensos... Ninguém merece! Até hoje sinto meu coração acelerado de tanto exercício. Enfim, mesmo não tendo chegado assim tão longe, a vista era de tirar o fôlego! A Muralha parece infinita. Não se consegue enxergar até onde ela chega. Sem palavras! Definitivamente, para um ocidental, a China é outro mundo!

Sunday, August 07, 2005

Bruxelles Plage


Depois de um sábado triste e sombrio regado a lágrimas, nada como mudar de ares e ir à.. praia!! Bom, pelo menos é assim que isso se chama aqui em Bruxelas... Não é nenhuma "Porto de Galinhas" mas até que é bem animado. Aliás, acho que as pessoas é que são bem animadas, pois até de baixo de chuva tinha gente na "praia". Um pouquinho de areia, música, futebol de areia, barraquinhas e a festa começa. Aproveitei pra fazer um passeio de barco ao longo do porto de Bruxelas. Pra marcar bem o momento saí rolando pela escada do barco e estou até agora com uma dorzinha não muito agradável. Nada que uma caipirinha não possa resolver! Aliás, o que não faltava lá na "praia" eram barraquinhas brasileiras com bebidas e salgadinhos típicos. Acabei escolhendo a pior de todas e tomei um caipirinha com rhum em vez de cachaça...

Ah, encontrei Inês, minha conterrânea, lá na "praia" e nossa conversa foi muito construtiva. Ela é descendente de escravos, aliás difícil de dizer quem não é neste país cheio de mestiços, mas no caso dela os laços são muito mais fortes porque o próprio avô dela era escravo... Quando ela me contou isso fiquei de boca aberta... A nossa geração vê a escravidão no Brasil como uma coisa antiquíssima, não imagina ter laços tão estreitos com pessoas que viveram naquela época. Hoje descobri que esse não é o caso. Existem ainda hoje descendentes de escravos que mantiveram contato com os mesmos, que ouviram suas estórias, que testemunharam suas tristezas e alegrias. Que riqueza tudo isso! Hoje eu aprendi com ela sobre Candomblé, Maracatu, etc, etc, etc. Tudo que a gente ouve falar mas não tem coragem de perguntar, como se a gente aprendesse sabendo!! Obrigada, Inês, por esta lição sobre a cultura afro-brasileira!


E pra terminar o meu dia, finalmente consegui falar com D. Edna (minha mãe!) pelo computador! P.S.: Ela não é linda? A gente sempre se fala por telefone mas hoje conseguimos nos falar e nos ver pelo MSN. Obrigada, Senhor, por viver numa época de tamanha tecnologia!! Nem parece que a gente está tão longe... Aproveito pra deixar um recadinho pra ela: "mãe, vê se repousa neste período pós-operatório e deixa pra colocar sapato alto e ir dançar depois, tá?" Bom, vou ficando por aqui porque já está tarde pra dedéu!!

Thursday, August 04, 2005

Hawaii

Uma amiga me falou que acharia legal se eu dividisse minhas experiências de viagens aqui no blog... Bom, então vamos nessa! Hoje, vou falar sobre uma das minhas últimas viagens: Havaí! Aliás, Havaí, São Francisco e Los Ângeles... Mas, pra simplificar, vou me concentrar no Havaí. Quer saber mesmo? Me senti no Brasil, sobretudo em Recife! Não sei se foi porque quase todo mundo ao meu redor era brasileiro, se foi porque o clima era igualzinho ao de Recife ou por causa daqueles coqueiros que só me lembravam a praia de Boa Viagem. Tudo bem, o lugar é lindo! Mas, sabe? O nosso Brasil também! A gente só se dá conta disso na verdade quando a gente começa a visitar lugares tão exóticos e idealizados como o Havaí... Eu adorei a experiência. Rodei a ilha de Oaho toda, fui para um famoso Lual, fiz passeio de catamarã, conheci um bando de brasileiros que está tentando a vida lá... Enfim, fiz um pouco de tudo. Adorei! P.S.: A foto que eu estou mostrando não é montagem, não, viu? Fotos

Darkness...

Hoje estou num dia meio "dark"... Passei a manhã esperando o meio-dia e às 12h simplesmente fui comprar meu sanduíche e me isolar no parque... Não tinha vontade de dividir esse momento com ninguém. Agora já são semanas que estou assim... Desanimada, sem vontade de nada. O pior é não ver nenhuma razão para isto. Não fosse por um pequeno detalhe, todo o resto anda bem. Não tenho do que reclamar. Parece que o fantasma da depressão anda me rondando de novo. Só que desta vez vai ser mais difícil pra me pegar. Afinal, aparentemente, as coisas andam bem. É incrível quando eu penso que a maioria das pessoas já passou por uma fase depressiva em sua vida, ainda que às vezes não saiba... A minha durou 3 anos e foi a fase mais triste da minha vida... Sinto como se eu tivesse voltado à superfície da água depois de ter me afogado por todo este tempo. E agora... Agora não sei... Deve ser só uma má fase... Isso me faz pensar na minha "mentora do mundo dos blogs". Ela me disse que eu precisava ter cuidado com o que escrevia no meu blog, já que toda a informação se torna pública. Mas, por quê então eu escreveria num blog, se não é pra colocar pra fora tudo que está preso aqui dentro? Enfim, essa é a minha opção. Será que a gente precisa ser tão secreto? Será que a gente precisa realmente selecionar tudo o que a gente fala e pra quem a gente fala? Quem sabe um dia eu me arrependo e deleto tudo... Quem sabe um dia eu faço dele a minha biografia...

Minha primeira vez...

Como iniciar um blog? Tão difícil quanto iniciar um diário... Já tive experiências de diários antes mas nunca de um blog. Se um diário já é difícil de escrever, imagina um blog, onde todo mundo pode ler? A minha grande dificuldade com os diários era me confrontar com eles depois que a tristeza ou a alegria já tinham passado... Era como viver na pré-história cultivando o que já passou. Além de abrir o coração, a gente também tem que encontrar um estilo. Eu acho que é preciso gostar de ler o que a gente escreve. E isso não é fácil. Sempre foi fácil escrever para os outros mas para mim mesma...
Não posso esquecer de homenagear a pessoa que me trouxe até aqui: Andrea, uma blogueira super simpática que conheci há alguns meses atrás e que hoje me permito de chamar de amiga. Andrea escreve super bem e acho seu blog muito simpático. Embora ela não acredite que eu vá conseguir levar adiante este blog vou desafiá-la. Está lançado o desafio! Agora vamos ver no que é que dá...