Pekim...
Ah, Pekim... Que viagem louca! Acho que eu nunca visitei um lugar tão diferente na minha vida... O choque era cotidiano... Tudo começava pelo fato de não haver nenhuma possibilidade de comunicação além da mímica! Um país que está praticamente dominando o mundo e que não fala outras línguas... Mas tudo bem, se todo mundo se vira, por que não eu? Foi na base da mímica e da ajuda das pessoas do hotel que peguei táxis (nada caros, aliás!) e me lancei nessa aventura. Pekim é repleta de templos. Uma visita à Cidade Proibida é primordial. Tudo que a gente vê é rico em história. Não se falam em séculos mas em milênios. Não podia deixar de visitar também a Praça Tienamen, rodeada por prédios que cheiram ao comunismo... Mas talvez o mais interessante seja a pequena viagem que se faz do hotel até estes lugares. O trânsito é uma loucura, desorganisado até umas horas... Sinal de trânsito? Acho que ainda não inventaram por lá, afinal você nunca vê um. Bicicletas? Por todos os lados. Elas disputam espaço com os carros. Às 18h qualquer um fica impressionado ao ver o mar de bicicletas que invade as ruas... Outra coisa que me impressionou foram todos os tipos de táxi disponíveis em Pekim. Toda espécie de meio de locomoção é utilizada pra transportar as pessoas e ganhar um dinheirinho. Faltou foi coragem de pegar um destes táxis mais exóticos!
O mais impressionante, no entanto, ficou pro final da viagem: a Grande Muralha da China! Embora o trajeto até lá não fosse tão longo assim, levamos horas pra chegar até lá. Pegamos uma excursão que nos obrigou a fazer algumas paradas estratégicas. A primeira parada foi numa loja/restaurante que me impressionou. O restaurante realmente foi concebido pra uma população como a chinesa: era imenso! Era uma verdadeira indústria. Acho que cabiam umas 1.000 pessoas lá dentro. Em seguida, parada num lugar que não só produzia medicamentos mas que também colocava à nossa disposição médicos que podiam resolver qualquer problema. E lá se vão mais de 200 euros... Resultados? Até hoje não vi nenhum! Tudo bem que eu já abandonei... Bom, mas voltando ao ponto principal: finalmente chegamos à Muralha. Uau!! Quem foi que construiu uma coisa tão grande assim? Realmente tudo na China é grande mas a Muralha... Como tivemos a grande idéia de caminhar por ela, no lugar de pegar uma espécie de carrinho que subia até o ponto mais alto, não chegamos muito longe. Também, era um tal de subir e descer degraus imensos... Ninguém merece! Até hoje sinto meu coração acelerado de tanto exercício. Enfim, mesmo não tendo chegado assim tão longe, a vista era de tirar o fôlego! A Muralha parece infinita. Não se consegue enxergar até onde ela chega. Sem palavras! Definitivamente, para um ocidental, a China é outro mundo!


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